Ciranda

despedidas
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não gosto de despedidas
E das vidas entrelaçadas
Por elas interrompidas.
 
Enquanto afastados,
Somos como fantasmas.
Fingimos que vivemos
Sobrevivemos nas lembranças,
Na contagem regressiva pelo reencontro.
 
Você me diz que tudo vai ficar bem.
Eu digo a você que tudo vai ficar bem.
E longe do olhar do outro
Nossos olhares tristes
Derramam lágrimas de solidão.
Nossos braços sentem falta dos abraços.
Nossos lábios, dos beijos molhados.
 
Contamos os dias e as noites como presidiários.
Presos pelo amor,
Reféns da distância e do tempo
Até o próximo encontro que tudo apaga,
Até a próxima despedida que tudo reinicia.
Como numa ciranda
Que nunca se acaba.
 
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Arquivado em Pensamentos sem nexo, poema

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