Os relacionamentos da vida real não são perfeitos

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Quando era mais nova se me perguntassem se eu perdoaria uma traição, a resposta seria rápida e enfática: NÃO! Eu chegava a brincar com alguns ex-namorados dizendo que se quisessem trair que fizessem muito bem feito porque se eu descobrisse, não teria volta. Pois bem, se alguém me fizer essa mesma pergunta hoje eu sinceramente não sei qual será a resposta. Realmente não tenho uma opinião formada sobre o assunto e, por isso mesmo, não julgo quem perdoa, como não julgo quem não quer ver aquele (ou aquela) que traiu nunca mais na vida. Quem sou eu para julgar os relacionamentos dos outros? Mal dou conta de julgar os meus próprios.

Mas sei de uma coisa, ninguém é perfeito e todo mundo está sujeito a erros. E só quem convive dia e noite, quem conversa, dorme junto, troca experiências, troca fluidos, conhece o outro e seus próprios sentimentos pode sentir se foi um erro que vale a pena deixar para lá ou se foi um ato realmente de sacanagem e desrespeito e bom, nesse caso, mandar o outro catar coquinho. Só as duas pessoas que vivem o relacionamento sabem o que está se passando entre elas naquele momento, por mais que todo mundo se ache experiente e especialista no assunto para dar mil e um pitacos. Porque nessas horas todo mundo conhece o tio do primo da vizinha do colega de trabalho que passou por uma situação parecida.

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Os relacionamentos da vida real não são perfeitos. Não há príncipes e princesas. Não há seres perfeitos que vivem apenas em função das vontades e desejos do outro. O que há são pessoas de carne e osso, pessoas que erram tentando acertar, pessoas que tentam ser o melhor que conseguem, mas que por vários motivos, em algum momento, derrapam e não conseguem e aprendem com o erro cometido e só esperam uma segunda chance para mostrarem isso. Nos relacionamentos da vida real o felizes para sempre não vem de uma receita de bolo. E cabe a cada um decidir se na balança do seu próprio relacionamento o erro cometido pesa mais ou menos que a felicidade ou infelicidade vivida até ali. E seja qual for a decisão, os outros não têm nada a ver com isso.

Se eu perdoaria uma traição? Talvez sim, talvez não. Mas como disse lá em cima, não julgo quem faz, nem quem não faz. Relacionamentos já são complicados demais para ainda ficarmos criando regras de certo e errado. Cada um sabe de si e principalmente cada um devia cuidar do seu e apenas do seu.

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