Só me resta o arrependimento

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Chove torrencialmente lá fora. O mesmo tipo de chuva que caía quando resolvi ir embora, achando que ao fechar a porta do apartamento atrás de mim, enquanto você tomava banho, eu estaria fechando também a nossa história. Como se fosse assim tão fácil. Como se fosse só apertar um botão e pronto, tudo esquecido.

Eu sei, fui covarde. Desisti do nosso amor. Desisti de tudo o que poderia e não poderia ser por medo, por comparações com o passado, com outras pessoas, sem me dar conta de que éramos apenas nós dois e a nossa história. Não havia mais ninguém. Poderia ter dado errado? Poderia, mas poderia ter dado certo também e eu nunca vou saber por ter tido medo de me entregar, de me ver novamente vulnerável diante de um sentimento novo, por não saber o que fazer com toda aquela falta de controle, aquele frio na barriga.

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Agora, só me resta conviver com um velho conhecido meu, o arrependimento. Me arrependo de tantas coisas. De ter aceitado o emprego, de ter falado quando não devia, de ter me calado quando devia ter falado, mas meu maior arrependimento vai ser sempre ter fechado a porta do seu apartamento naquela tarde chuvosa e ter te perdido pra sempre.

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