Eu posso sim

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Você nunca pareceu entender que pra machucar não é necessário bater ou dar beliscões. Você não mente quando diz que nunca levantou a mão pra mim. Mas deixou marcas muito mais profundas.

Meu coração parecia perder um compasso e a alma ganhar um roxo a cada palavra ríspida, a cada falta de incentivo e crítica aos meus gostos e jeito de ser.

Um novo hematoma se formava cada vez que você desmarcava nossos compromissos sem qualquer explicação, como se eles não significassem nada; quando tomava decisões que envolviam a nossa vida com base apenas na sua vontade ou quando parecia não me enxergar quando eu estava completamente despida, e não falo apenas de roupas, diante de você.

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Uma falta de carinho aqui. Um xingamento ali. Um gesto indelicado acolá. Você sempre dizia que eu não podia nada sem você. Pois bem, posso ir embora.

Vai demorar para todos os roxos, hematomas e feridas se curarem, mas tudo tem seu tempo. Assim como houve o tempo de amar e de deixar você.

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