Arquivo da categoria: Pensamentos sem nexo

Não existe distância capaz de me separar de você

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Se você soubesse como me dói me fazer de forte e te ver partir chorando a cada despedida, menina. Eu daria tudo o que tenho para acabar com essa distância, mas não se preocupe com isso, eu estou sempre com você. Feche os olhos, você pode me sentir? Porque eu sinto você aqui comigo o tempo todo.

Você ouve as minhas palavras? Eu as sussurro através do vento todas as noites, contando as coisas novas que tenho visto por aqui. É tanta novidade menina e queria dividir cada uma delas com você. Sempre penso em como você reagiria a determinada paisagem ou às cores do pôr do sol, mas é por pouco tempo, menina. Essa distância não vai durar pra sempre, eu prometo. Logo vamos estar juntos novamente e nossos planos vão deixar de ser sonhos e começar a se tornar realidades. A nossa realidade. E nela não vai haver lugar para tristezas, menina. Toda essa tristeza não vai passar de uma lembrança longínqua. Eu prometo.

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A espera vai valer a pena, menina. Eu ainda vou fazer você sorrir de novo e você ainda vai se orgulhar muito das minhas conquistas. Tudo isso é por você também. Eu sei que a distância parece muito grande, mas eu andaria até você se fosse preciso.

Seja forte, menina. Por mim e por você.

Por nós.

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Voe

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Lembro de quando você e eu éramos uma só. Era tão mais fácil. Não que a sua vida tenha sido fácil. Nunca foi. Você passou por muita coisa, menina. Coisas que parecem tão injustas para alguém da sua idade. Coisas que a sua cabecinha infantil não é capaz de mensurar a gravidade. E talvez seja melhor assim. Mas não se permita fazer dessa história seu refúgio para tudo. Vai passar e você vai ter uma vida inteira pela frente. Uma vida que merece ser vivida. Não é porque doeu uma vez que vai doer de novo. Não é porque o remédio foi amargo uma vez que ele vai ser sempre. Da próxima vez ele pode ter sabor abacaxi. Lembra como você gosta de abacaxi?

Pare de achar que porque você perdeu uma vez que você vai perder sempre ou que algo que foi te dito como uma possibilidade aos 10 anos de idade se tornou uma lei universal. Você não tem como saber. Ou melhor, até tem, mas você precisa se permitir tentar para saber. Vai doer? Pode ser que sim, mas não tentar dói muito também. E ter medo de perder dói tanto ou mais do que perder em si, menina. Aliás, o medo de perder vai te fazer perder tantas oportunidades, tantas experiências. Não faça isso com você. Não se sabote. Não tenha pena de você ou da sua história. A sua história aconteceu, mas o que você faz dela só depende inteiramente de você. Como você a encara só depende de você. Não torne a sua vida mais difícil do que ela precisa ser, menina. Pare de carregar o mundo nos ombros, permita-se ser leve, ver a vida com leveza, sorrir ao invés de chorar, ver as pequenas alegrias que existem ao seu redor. Pare de dar conselhos para os outros e passe a se ouvir mais.

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Você não está sozinha, menina e nunca vai estar. Você até tenta afastar as pessoas, colocar uma máscara de que não precisa de ninguém, mas ninguém cai nessa sua mentira. Você é extremamente amada pela sua família, pelos seus amigos e por mim. Apesar de eu querer te sacudir de vez em quando e querer te dar um empurrões para a frente eu sei o quanto você tenta, o quanto você luta com as armas que tem. É isso aí, menina, você é uma lutadora. Desde o início. Não pare de lutar pela sua vida. Aceite ajuda. Isso não te faz fraca. Pelo contrário, é preciso ser muito forte para enxergar a hora de pedir ajuda. Grite, chore, bata o pé, mas siga em frente. Parar por medo não vai te servir pra nada. Parar por medo só vai fazer com que você continue exatamente no mesmo lugar. E você sabe o quanto esse lugar não é bom. Você ainda pode ver tanto, sonhar tanto, crescer tanto. Se permita menina. Não deixe que o medo de cair roube suas asas.

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Você é meu melhor e se

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Apesar de saber que a cada dois anos as chances de te encontrar são enormes nunca estou verdadeiramente preparada para aqueles minutos de fila, cumprimentos cordiais, olhares furtivos. É tanto e se passando pela minha cabeça. E o pior é que volto para casa depois de cumprir o dever cívico e você continua na minha cabeça o restante do domingo.

Não como algo ruim, algo do qual quero me livrar e não consigo. Você sempre foi meu e se bom. Talvez por saber que você eu não tive a chance de magoar. Apenas éramos novos de mais. Às vezes me pergunto como teria sido se tivéssemos nos conhecido em outra fase da vida, em outra página do livro. E se tivesse sido aos 20 e não aos 13? E se eu fosse menos tímida? E se eu não tivesse toda uma carga me acompanhando? E se?

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Mas a verdade é que quem diz que o e se não serve para nada está mais do que certo. Seguimos nossas vidas, cada um do seu jeito. Talvez se não tivesse sido desse jeito, hoje você não fosse uma lembrança boa. O meu melhor e se.

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É preciso falar sobre a cultura do estupro

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Não, eu não vou tirar o batom vermelho, nem aumentar o comprimento da minha saia. Também não vou esconder o meu decote. Sabe por quê? Porque a cor do meu batom e as roupas que eu uso dizem respeito somente a mim.

A cor do meu batom, a minha roupa, o jeito como eu danço na balada, nada disso, eu disse NADA, dá a você o direito de me tocar sem o meu consentimento. E eu tenho o direito de dizer NÃO para quem eu quiser. E o nosso NÃO não é joguinho, charme, ou o que quer que você pense que é. Não é não. E o meu não merece ser respeitado como qualquer outro. Ele deveria fazer você parar imediatamente.

Mas, no Brasil, uma em cada três mulheres não teve o seu não atendido ou nem teve a chance de dizer não. Uma em cada três mulheres já passou por algum tipo de assédio, embaraço, estupro. Uma em cada três. Abra seu Facebook, seu twitter, olhe ao seu redor, uma em cada três delas vai ter uma história para te contar. E em nenhuma, nenhuma dessas situações a culpa vai ter sido dela. NENHUMA, só pra ficar bem claro!

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“Ah, mas se ela estivesse em casa, não teria acontecido.” – estupros e agressões de todos os tipos acontecem dentro de casa.

“Ah, mas se ela estivesse na igreja, não teria acontecido.” – estupros acontecem dentro de igrejas.

Você já teve medo ao estar sozinho em uma rua à noite e encontrar um homem? Já teve medo de entrar sozinho em um táxi? Pede, todos os dias, para os seus amigos avisarem quando chegarem em casa? Já se sentiu como um pedaço de carne exposto no açougue ou ouviu coisas que te fizeram sentir nojo, coisas que você não pediu para ouvir? Já te disseram para tirar o batom ou trocar de roupa antes de sair de casa? Não? Então não venha dizer que não precisamos de feminismo e que todo esse papo é vitimismo feminino. Pergunte pra sua mãe, sua irmã, suas primas, suas amigas, se elas acham que é vitimismo. Talvez você se surpreenda com as histórias que elas também tenham para contar.

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Vivemos em uma sociedade em que estupro é crime hediondo apenas no papel. Uma sociedade que busca culpar sempre a vítima, onde piadas com estupro são aceitas em programas de televisão. Até quando vamos aceitar isso? Até quando essa violência sem tamanho vai ser ignorada? É preciso lutar pelo fim da cultura do estupro e isso começa com cada um de nós. Nessa luta, o gesto de cada um faz a diferença.

Eu luto pelo fim da cultura do estupro. E você?

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Ano novo, vida nova?

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Primeiro dia do novo ano. Aquela esperança renovada, novas metas, novos sonhos… Mas peraí, o fato de ontem ter sido o último dia de 2015 e hoje ser o primeiro de 2016 muda realmente alguma coisa? Desculpa, mas a simples mudança de um número não muda nada se você não quiser, de verdade, que algo mude.

Não é porque 2015 virou 2016 que o trabalho ruim vai virar maravilhoso ou que você vai ter todo o dinheiro do mundo pra viajar da noite pro dia (a não ser que você tenha sido o sortudo que ganhou na mega da virada). Se você não começar a enviar currículos, procurar novas oportunidades ou até mesmo, se for o caso, largar tudo para correr atrás do que realmente te faz feliz, o trabalho vai continuar ruim durante 2016. Quer viajar? Então se pergunte: “eu realmente preciso disso?” antes de gastar 50 reais que seja diante de algo simplesmente porque é bonitinho. A viagem só vai sair se você fizer dela prioridade e focar em transformá-la em realidade. A mudança do ano por si só, não vai fazer nada por você.

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E o mesmo vale para aquela dieta que sempre fica pra amanhã, pros relacionamentos, para aquela conversa séria que você precisa ter com o namorado e está sempre deixando pra depois. Aproveite a mudança do ano, as energias e esperanças renováveis para agir. Faça deste o seu ponto de virada e aí sim 2016 vai ser diferente. Se bom ou ruim, só o tempo irá dizer. Mas de qualquer forma, você vai ter tentado e só isso já vai fazer o novo ano valer a pena.

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Vem aí: livro do Pensamentos sem nexo

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Sinopse: Relacionamentos nem sempre são fáceis. São tantos os fatores envolvidos: idas e vindas, escolhas, momentos bons e ruins, lugares… Neste livro somos apresentados a vários personagens e seus relacionamentos, alguns reais, outros imaginários, mas todos com uma mesma característica: o leitor achará fácil se identificar com eles.

São 20 crônicas, sendo 12 inéditas.  Ficou curioso? Fique ligado que logo logo vou trazer mais informações sobre esta super novidade. Quem sabe não rola um sorteio para os seguidores do blog?

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Segundas chances

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Outro dia estava andando à toa por uma livraria quando me deparei com um livro sobre dois amigos, apaixonados desde a infância e que voltam a se encontrar adultos, uma espécie de segunda chance dada aos dois pela vida. No fim da sinopse vem a pergunta: o que você faria se a vida te desse uma segunda chance? Aquela pergunta aparentemente boba grudou na minha cabeça e volta e meia eu me via pensando nisso, o que eu faria se tivesse uma segunda chance? Não sei!

É claro que se pararmos pra pensar, todos nós já nos arrependemos de termos dito algo em algum momento ou de termos nos calado em outro, de termos magoado aquele guri bacana, mas será que esses momentos mereceriam uma segunda chance? Parando para pensar, algumas pessoas bacanas ficaram pelo caminho, mas isso abriu porta para que novas chegassem e novas histórias pudessem ser escritas. O não acontecido permitiu que outras coisas acontecessem e os rumos tomados, as escolhas feitas, foram me moldando e me trazendo até o ponto em que estou hoje.

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Talvez eu pudesse ter olhado com mais atenção e carinho para algumas pessoas, ter brincado menos com o sentimento de outras, ter mergulhado mais de cabeça em coisas e pessoas, mas a verdade é que cada vez menos eu quero olhar para o passado. Meu olhar está voltado cada vez mais para o futuro. Vejo o passado apenas como um aprendizado para o que não fazer no presente e no futuro. Não quero segundas chances, quero primeiras vezes, quero aquela adrenalina correndo na veia por um novo começo, quero trilhar novos caminhos. Quero dar chance para que o novo me encante e me surpreenda.

E você, gostaria de ter uma segunda chance? Pra quê?

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Os relacionamentos da vida real não são perfeitos

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Quando era mais nova se me perguntassem se eu perdoaria uma traição, a resposta seria rápida e enfática: NÃO! Eu chegava a brincar com alguns ex-namorados dizendo que se quisessem trair que fizessem muito bem feito porque se eu descobrisse, não teria volta. Pois bem, se alguém me fizer essa mesma pergunta hoje eu sinceramente não sei qual será a resposta. Realmente não tenho uma opinião formada sobre o assunto e, por isso mesmo, não julgo quem perdoa, como não julgo quem não quer ver aquele (ou aquela) que traiu nunca mais na vida. Quem sou eu para julgar os relacionamentos dos outros? Mal dou conta de julgar os meus próprios.

Mas sei de uma coisa, ninguém é perfeito e todo mundo está sujeito a erros. E só quem convive dia e noite, quem conversa, dorme junto, troca experiências, troca fluidos, conhece o outro e seus próprios sentimentos pode sentir se foi um erro que vale a pena deixar para lá ou se foi um ato realmente de sacanagem e desrespeito e bom, nesse caso, mandar o outro catar coquinho. Só as duas pessoas que vivem o relacionamento sabem o que está se passando entre elas naquele momento, por mais que todo mundo se ache experiente e especialista no assunto para dar mil e um pitacos. Porque nessas horas todo mundo conhece o tio do primo da vizinha do colega de trabalho que passou por uma situação parecida.

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Os relacionamentos da vida real não são perfeitos. Não há príncipes e princesas. Não há seres perfeitos que vivem apenas em função das vontades e desejos do outro. O que há são pessoas de carne e osso, pessoas que erram tentando acertar, pessoas que tentam ser o melhor que conseguem, mas que por vários motivos, em algum momento, derrapam e não conseguem e aprendem com o erro cometido e só esperam uma segunda chance para mostrarem isso. Nos relacionamentos da vida real o felizes para sempre não vem de uma receita de bolo. E cabe a cada um decidir se na balança do seu próprio relacionamento o erro cometido pesa mais ou menos que a felicidade ou infelicidade vivida até ali. E seja qual for a decisão, os outros não têm nada a ver com isso.

Se eu perdoaria uma traição? Talvez sim, talvez não. Mas como disse lá em cima, não julgo quem faz, nem quem não faz. Relacionamentos já são complicados demais para ainda ficarmos criando regras de certo e errado. Cada um sabe de si e principalmente cada um devia cuidar do seu e apenas do seu.

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Eu me perco e me acho em você

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Olho para você na expectativa de me reconhecer, de encontrar algum sinal de quem é essa pessoa na qual eu me tornei, de como vim parar nesse lugar, nesse momento, mas não encontro nada. Não encontro você, a menina doce por quem me apaixonei perdidamente e em quem eu me perdi. Consequentemente não me acho também.

Tento voltar ao início de tudo, mas tal como em uma dança, você me puxa, me suga, me conduz e eu me perco mais uma vez nesse labirinto que o amor construiu ao nosso redor. Você sorri quando colidimos, nossos corpos em busca de ar tentando escapar do cerco que se aperta cada vez mais, e ali, no seu sorriso, eu finalmente me acho.

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Ciranda

despedidas
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não gosto de despedidas
E das vidas entrelaçadas
Por elas interrompidas.
 
Enquanto afastados,
Somos como fantasmas.
Fingimos que vivemos
Sobrevivemos nas lembranças,
Na contagem regressiva pelo reencontro.
 
Você me diz que tudo vai ficar bem.
Eu digo a você que tudo vai ficar bem.
E longe do olhar do outro
Nossos olhares tristes
Derramam lágrimas de solidão.
Nossos braços sentem falta dos abraços.
Nossos lábios, dos beijos molhados.
 
Contamos os dias e as noites como presidiários.
Presos pelo amor,
Reféns da distância e do tempo
Até o próximo encontro que tudo apaga,
Até a próxima despedida que tudo reinicia.
Como numa ciranda
Que nunca se acaba.
 

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