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Me conta um segredo?

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Sonhei contigo essa noite, depois de tanto tempo. Me conta um segredo? Como a gente costumava fazer nos velhos tempos… Você ainda fala o meu nome enquanto dorme? Ainda procura o meu sorriso em cada estranha que cruza o seu caminho no corre corre da cidade?

Ah menino, não é segredo que a culpa da sua infelicidade é toda sua. Tantos já falaram que viver de passado não leva a lugar algum, mas você não quis ouvir. Aliás, você só quer ser ouvido, nunca quer ouvir ninguém. Foi fraco, teve medo de enfrentar o seu medo, de arriscar, de se jogar como eu me joguei. Teve medo de amar e, principalmente, de ser amado. Logo você, que se dizia especialista em amor.

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Me conta um segredo? Já encontrou meu gosto em alguma das outras bocas que beijou? Já aprendeu que amor e medo não combinam?

Da última vez que nos vimos você disse que eu estava diferente. Pois é, eu cresci. Criei asas. Diferente de você, aprendi a correr atrás e viver o meu presente para construir o futuro que eu quero. Que pena, menino, que você continua vivendo no passado. Que pena!

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Carta para te dizer, assim do meu jeito torto, que eu te amo palhacinho.

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Hoje acordei nostálgica. Ando assim, fazer o quê? Nem fui e a saudade já anda batendo com força, parece querer me lembrar a cada momento das coisas boas que estou deixando para trás, das pessoas amadas que vou passar tempos sem ver. E é inevitável, cada vez que olho para você, me perguntar se eu estou fazendo a coisa certa.

Hoje faz um ano que você me beijou pela primeira vez; lá naquele bloco em Santa Tereza. Os foliões passando pela gente, empurrando, gritando, mas nada mais parecia importar, só nós dois, a avenida era toda nossa aquela noite. E de certa forma, nesse um ano sempre senti que o mundo era só nosso também.

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Naquele mesmo dia, um ano atrás, você me disse que era apaixonado por mim há dois anos, mas que sabia que eu não estava pronta para você. Quanto tempo perdemos por medo, palhacinho, e agora aqui estamos nós, o relógio nos lembrando a cada batida do pouco tempo que ainda temos. Como eu queria que você me pedisse para desistir, para não pegar o avião. Mas eu sei que você nunca faria isso comigo, por mais que eu saiba que dói aí tanto quanto aqui. Como eu queria te pedir para largar tudo e vir comigo, mas o quão justa eu estaria sendo com você, te fazendo largar a sua vida para viver o meu sonho?

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Talvez tenha que ser assim, palhacinho. Talvez esse tenha que ser o nosso tempo junto. O melhor ano de nossas vidas. As melhores risadas, a segurança em forma de abraço, o olhar que diz mais que qualquer palavra, o silêncio cúmplice, o amor descoberto por acaso.

Mas ainda faltam três semanas, palhacinho, e eu ainda quero aproveitar cada segundo que o relógio nos oferece, deitar a cabeça no seu peito, fechar os olhos e sentir que o mundo é só nosso.

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É que hoje a saudade tá demais

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Tanta coisa trazendo você para mim hoje. Tá difícil, baby. Dias como hoje fazem a saudade doer ainda mais.

Sonhei contigo essa noite, uma coisa boba, alguém criou um evento no face e a foto do evento tinha você, com aquele sorriso bobo na cara, os olhos sempre brilhando, aquela eterna cara de criança que não cresceu, por mais que já tivesse passado há tempos dos 20.

Depois entrei num táxi e estava tocando a sua música. Acho que já te disse que nunca mais consegui ouvir Cara Estranho sem que meus olhos fiquem marejados, né? Simplesmente não dá. O pior é que ao sair do exame, liguei meu iPod e foi justamente Cara Estranho que começou a tocar no shuffle. O que é isso, menino, também está com saudades de mim?

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E para completar as coincidências que te trouxeram ainda mais para mim nessa manhã, o motorista do uber resolveu vir para a minha casa pelo caminho que passa pelo seu bairro. Ele não deve ter entendido nada quando eu pedi para ele dar literalmente a volta em um quarteirão nada a ver só para passar na porta do seu prédio. A vontade foi pedir para ele parar, descer e tocar a campainha, mas eu sabia que não seria uma das melhores cenas da vida. O que de pior poderia acontecer? Ninguém atender? Ou alguém atender e eu ter que explicar, provavelmente chorando, que alguém muito importante para mim havia morado ali e eu só queria poder dar uma última olhada no apartamento que tantas lembranças boas me trazem? Não, ainda bem que consegui me controlar. Consigo até imaginar se eu chegasse um dia te contando que fiz isso. Você provavelmente rolaria os olhos e diria: “só você mesma, garota”. Ninguém mais me chama de garota como você fazia. Ninguém mais faz tantas coisas como você fazia.

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Pode não parecer, mas não passa um dia sem que eu pense em você e reze para que você esteja bem, onde quer que esteja. Mas é que tem dias que doem mais do que os outros.

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A vida aconteceu pra gente

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Eu não sei porque teve que ser assim. Não era a minha intenção. Ninguém entra numa relação torcendo para não dar certo. Olho para trás e fico tentando me agarrar ao que fomos, aos momentos felizes, mas eles não vão voltar. Eu não sou mais aquela garota. Você também não é mais o mesmo. Nós mudamos e não foi para melhor. Pelo menos não para nós dois juntos. Pra quê fingir? Pra quê nos infringirmos mais dor e sofrimento?

Olho no espelho em busca daquela menina sonhadora e não a encontro mais. Ela morreu junto com o nosso amor. Tanta coisa morreu com ela. Estou cansada. Não quero mais brigar. Não quero mais lutar contra o que sinto em prol de sorrisos falsos e migalhas. Chega de se contentar com migalhas. Eu mereço mais do que isso. Você merece mais do que isso.

Vamos combinar assim? Vamos fazer pelo menos isso certo pra gente. Pelos velhos tempos. Por quem eu fui. Por quem você foi. Por aqueles dois que se apaixonaram há tanto tempo. Eles foram felizes, não foram? Talvez a gente possa vir a ser também. Um dia, quem sabe?

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Nunca foi amor

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No meio da discussão você solta mais um eu te amo, como se isso fosse resolver todos os nossos problemas em um passe de mágica. E você parece não entender, parece nunca perceber que o que eu quero são mais do que meras palavras ditas num momento de desespero, no ápice de um gozo. Seria tão mais fácil me fazer acreditar nesse amor se você simplesmente me mostrasse ele no dia a dia.

Encaro seus olhos em busca de algum sinal, por menor que seja, uma migalha ao qual eu possa me agarrar, um pedaço de madeira boiando em alto mar numa noite de tempestade, mas seus olhos injetados só me mostram medo. E me dou conta daquilo que eu sempre soube, não era amor, mas apenas medo de ficar sozinho. Sempre foi.

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Abraçados no meio do caos nossas lágrimas se confundem. Repito incessantemente que vai ficar tudo bem, não sei se para consolar você ou a mim mesma. Você também percebe que pela primeira vez estamos sendo sinceros um com o outro?

É, talvez até haja mesmo alguma beleza no fim.

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Eu não consigo te odiar

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Eu queria conseguir te odiar, torcer para que você nunca mais fosse feliz novamente, que nunca conseguisse superar a minha perda. Mas por mais que eu diga que quero isso, eu não consigo. Eu ainda torço pela sua felicidade como torcia, dia após dia, para que você fosse feliz comigo.

É verdade, você me fez sofrer muito, mas será que você é mesmo o único vilão dessa história? Será que de alguma forma, no fim, eu não te fiz sofrer também? Não quero te odiar. Não quero que a raiva me faça esquecer tudo de bom que vivemos juntos, todos os momentos de riso, de gozo, de amor.

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Não quero ser aquele tipo de gente que transforma o ex de amor de uma vida inteira para inimigo número um em um piscar de olhos. Não quero amar odiar você. Até porque, cada esforço para te odiar é um pouco mais que eu te mantenho como foco na minha vida. E eu desejo sim que você seja feliz, mas não aqui, não de volta. Nosso tempo acabou. E eu aprendi, finalmente, que é hora de te deixar ir.

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Tô indo embora

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Queria te contar que finalmente resolvi criar coragem e ir embora. Queria que você soubesse por mim, pra não ficar achando que a decisão teve algo a ver com você. Você e essa mania de se dar muita importância.

Tô indo porque depois de muito tempo vivendo em função de você achei que já tinha passado da hora de viver e cuidar de mim.

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Confesso que tem sido um exercício diário. Às vezes eu ainda me pego pensando o que você acharia e falaria das minhas decisões mais recentes. Te contaram que eu pintei o cabelo de roxo? Foi pra combinar com a nova parede laranja da sala. Tenho certeza que você não aprovaria, mas desde o dia em que você decidiu ir embora as minhas decisões não dizem mais respeito a você.

Tô indo embora. Que é pra ver se longe eu aprendo a viver sem você!

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Eu não sou ele

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Por que tanto medo, menina? Será que você não enxerga nos meus atos, não percebe nas minhas palavras, que eu não tenho nada a ver com ele? Eu não vou sumir de repente como se você não significasse nada para mim. Eu não vou cansar de você como quem se cansa de uma roupa velha. Você acha mesmo que eu teria lutado por você por dois anos para desistir logo em seguida?

Ouça o que eu te digo, menina, não apenas em palavras, mas nas entrelinhas, através dos meus toques pelo seu corpo, através dos meus beijos. Eles te falam tanto sobre o que eu sinto por você. Muito mais do que eu mesmo sou capaz de compreender. É que quando estou com você é tudo tão intenso, que eu só quero saber de sentir. E eu sei que você sente isso também. Mas é aí que o medo entra em ação e te faz recuar. Pare de recuar, menina. Eu não vou te fazer mal. É mais fácil você partir o meu coração do que eu me cansar de você.

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Eu sei que você compara cada uma das minhas ações, cada um dos meus olhares com os dele, mas eu não sou ele, menina. Não sou. E nem vou me tornar. E quer saber, você também não é mais aquela menina ingênua que era quando estava com ele. Somos duas pessoas novas. Vale mesmo a pena fugir de uma história que tem tudo para ser sem igual, para ser nossa, por puro medo?

Vá embora por não me querer, desista de mim por mim, mas não desista de nós por me comparar com ele. Porque eu não sou ele, menina.

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Queria te dizer que cansei de lutar

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Olha menino, eu sei que você tem investido muito tempo e paciência na gente, mas eu te peço, não desiste agora. É que não é fácil, pra mim, confessar o quanto eu venho gostando de você. O quanto eu ansiava por um outro bem querer. Um que me deixasse cuidar dele, mas que cuidasse um pouco de mim também.

Eu sei, menino, que tento me fazer de durona e fingir que não preciso de cuidados. Mas ainda bem que você soube enxergar por trás dessa armadura e viu que ainda existe um coração batendo. Meio descompassado, mas batendo, pedindo por cuidados. É que ele já sofreu demais e tem medo de passar por tudo aquilo de novo. Se você soubesse das armadilhas em que eu e o coitado já caímos… Por isso, de um tempos pra cá ele se trancou e meio que se recusa a se mostrar para qualquer um. Ele não quer sofrer tudo de novo e depois ter que ter os pedacinhos colados novamente. Cada pedacinho demora muito para cicatrizar e são muitas lágrimas, digo cola, derramadas.

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Mas olha, menino, eu que já conheço bem esse velho coração percebo o quanto ele dispara, meio sem querer, diante do seu sorriso torto e o quanto ele se derrete todo quando você surge no meio da tarde, sem nenhum aviso prévio, dizendo ser saudade. Outro dia, juro que ouvi ele suspirando enquanto eu falava sobre você com algumas amigas.

Ele vem dando mostras de que está cansado de lutar contra o que sente por você. E eu também.

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Não estou preparada para perder você

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Tenho pensado em você e em como tudo parece ter desmoronado de repente sobre a minha cabeça. Tem sido difícil me livrar dos escombros e encontrar o rumo novamente. É que nada ainda parece fazer sentido, sabe? Logo você, sempre tão racional, tão pé no chão.

Quando foi que chegamos a esse ponto? Por que não tentamos nos salvar enquanto ainda havia algo para ser salvo? Por que você desistiu de lutar de repente? São tantas perguntas e tão poucas respostas. Apenas esse aperto no peito, essa sensação de que estou perdendo algo que eu não estava preparada para perder. Algo que na verdade eu não queria perder. Eu posso não ter demonstrado como deveria, mas eu nunca quis perder você.

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Tenho pensado em você e no que significa tudo isso. No que vai ficar dessa teia tão frágil que sempre foi a nossa relação. Nunca foi fácil pra gente, mas também nunca foi tão difícil. Nunca me senti tão desamparada e o pior é imaginar que você deve se sentir da mesma forma aí, onde quer que você esteja agora.

As mudanças serão inevitáveis agora. Os planos serão readaptados e eu não sei para onde a vida vai me levar neste momento. Minha única certeza é que ainda não estou preparada para perder você.

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