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Eu te amo

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Eu te amo! Fiz essa descoberta durante a minha última viagem de avião. Quando o piloto finalmente avisou que o problema técnico havia sido resolvido e que íamos decolar um misto de ansiedade e alívio tomou conta do avião. Mas foi só atravessarmos a primeira zona de turbulência para o coração vir à boca e eu me ver agarrada a todos os santos. E naquele desespero a minha mente buscou imagens dos meus pais, sobrinhos e a sua. Eu não queria perder nenhum de vocês. E ali, naquele exato momento de desespero descobri: é amor o que eu sinto por você!

Como eu não havia percebido antes? Que o acelerar do meu coração ao simples som da sua voz ou menção do seu nome era sinal de amor? Que só o amor explicaria que eu superasse o meu medo de voar apenas para te ver a cada 15 dias? E o que falar do fato de eu ficar inquieta o dia todo e só me sentir tranquila depois de ouvir a sua voz e o seu riso ao telefone?

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Como explicar o fato de eu buscar o seu sorriso torto em cada cara que eu via enquanto atravessava a Paulista? Ou o arrepio ao simples cheiro do seu perfume? Ou o fato de só conseguir dormir agarrada àquela sua camisa xadrez?

Bem, agora eu sei: eu te amo!

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Ei, não chora menina boba

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Ei, não chora menina boba. Não por mim. Não há motivo para essas lágrimas. As mudanças nem sempre são ruins e eu não estou indo pra tão longe assim. Que diferença faz que cidade é para duas pessoas como nós, já tão acostumadas à ponte aérea? Rio, São Paulo, Beagá, Brasília, Floripa… continuamos a apenas um avião de distância. Nossa história não precisa ter um ponto final aqui, ainda temos muita história pra contar. Lembra dos nossos planos? Foram tantos planos. Ainda são…

Ei, não chora menina boba. Não borre a sua maquiagem sem motivo. Não esconda esse sorriso que me encantou desde o primeiro dia em que te conheci naquele bar em Botafogo. Você foi feita pra sorrir, menina. Você foi feita para me amar, assim como eu amo você e não há distância no mundo que mude isso.

Ei, não chora menina boba. Não desista da gente, não ainda. Ainda somos apenas nós dois e uma nova cidade para desbravar. Uma nova cidade pra chamar de nossa, novos lugares para criarmos boas memórias e marcarmos como nossos.

Ei, não chora menina boba. Não agora. Fica mais um pouco. Luta mais um pouco. Por mim. Por você. Pelo o que a gente poderia ter sido e ainda pode vir a ser. Ei, não chora menina boba.

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Eu queria você aqui

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E um dia você me disse que deveríamos dar uma chance pra gente apesar dos quase 500 km de distância que nos separavam. Apesar do medo, o sentimento falou mais alto e a gente foi organizando nossas rotinas para fazer dar certo. Afinal, o que são 500 km frente a duas pessoas que se gostam, querem estar juntas e compartilhar momentos?

A gente se virava nos 30 e cada final de semana prolongado, feriado ou folga ajeitada com o chefe era comemorado como um gol em final de Copa do Mundo e a gente se acostumou. A gente sempre se acostuma. Mas agora, que você está indo para ainda mais longe me dou conta de que nunca foi fácil. Não houve um dia em que eu não tenha sentido falta do seu abraço, que eu não tenha fechado meus olhos com força e pedido que a voz não estivesse saindo pelo telefone, mas que estivesse ali, ao meu lado, que eu não tenha sonhado em ver seu sorriso torto se abrindo pra mim a qualquer hora do dia ou da noite. E eu, sempre viciada em relógios, passei a ter birra deles e de seus tic-tac pesados fazendo questão de pontuar cada segundo a menos em nossos encontros. Porque a verdade é que por mais que tentássemos agir como se a distância não existisse quando juntos, o tempo estava sempre pairando sobre a gente, se fazendo presente como aquela visita inconveniente que surge sem ser convidada.

E agora que tudo parecia que ia dar certo pra gente a vida vem e te leva pra mais longe e eu me vejo como uma menininha pequena, frágil diante da mudança, com medo do futuro. Porque por mais que haja amor, a distância ainda fere.

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Órion

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Aqui, tão longe, olho as estrelas e penso em você. Lembro daquela última noite em que você me disse para não ficar triste e que sempre que eu olhasse para as nossas estrelas estaríamos ligados de alguma forma. Será que você olha para Órion com a mesma frequência que eu? Acabou de passar uma estrela cadente e eu, que nunca acreditei nessas coisas, fiz um pedido. Quais as chances de eu abrir os olhos e você estar aqui, materializado ao meu lado? Suas mãos roçando as minhas, como costumávamos fazer quando não tínhamos um oceano nos separando?

Reabro os olhos e você não está aqui e tenho a sensação de que Órion está um pouco mais apagada do que antes. Talvez nossas estrelas sintam a dor que essa distância causa em mim, talvez elas saibam de coisas que aconteçam por aí e que eu não saiba, talvez elas me vejam sentada aqui, por horas e horas, e comentem entre si: pobre garota boba. Talvez apenas estejam tristes por ver dois corações separados, olhando para elas com expectativas e sonhos que elas não podem realizar. Não sei, o entendido de estrelas aqui sempre foi você.

É apenas outra noite qualquer e eu rezo para que as nossas estrelas te guiem de volta pra mim.

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Finalmente em casa

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Neste último ano, cada vez que o piloto diz “tripulação, decolagem autorizada” me pego sorrindo, mesmo que de modo involuntário. É que neste momento, tanto o meu cérebro, quanto o meu coração sabem que apenas 50 minutos me separam de você, dos seus braços que se fecham ao meu redor e tanta segurança me passam. Seus braços me abraçam e minam cada uma das minhas inseguranças que tentam minar nós dois. Sua boca toca a minha e a sensação que tenho, menino, é de que poderia passar o resto da minha vida te beijando, sentindo a sua respiração tão próxima, a sua barba roçando pelo meu rosto. Não, não há nenhum outro lugar no mundo em que eu prefira estar.

“Tripulação, pouso autorizado.” E é nessa hora que eu sei, que apesar de todos os registros mostrarem outra coisa, eu finalmente cheguei em casa.

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