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Eu não sou ele

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Por que tanto medo, menina? Será que você não enxerga nos meus atos, não percebe nas minhas palavras, que eu não tenho nada a ver com ele? Eu não vou sumir de repente como se você não significasse nada para mim. Eu não vou cansar de você como quem se cansa de uma roupa velha. Você acha mesmo que eu teria lutado por você por dois anos para desistir logo em seguida?

Ouça o que eu te digo, menina, não apenas em palavras, mas nas entrelinhas, através dos meus toques pelo seu corpo, através dos meus beijos. Eles te falam tanto sobre o que eu sinto por você. Muito mais do que eu mesmo sou capaz de compreender. É que quando estou com você é tudo tão intenso, que eu só quero saber de sentir. E eu sei que você sente isso também. Mas é aí que o medo entra em ação e te faz recuar. Pare de recuar, menina. Eu não vou te fazer mal. É mais fácil você partir o meu coração do que eu me cansar de você.

Coração Palmela

Eu sei que você compara cada uma das minhas ações, cada um dos meus olhares com os dele, mas eu não sou ele, menina. Não sou. E nem vou me tornar. E quer saber, você também não é mais aquela menina ingênua que era quando estava com ele. Somos duas pessoas novas. Vale mesmo a pena fugir de uma história que tem tudo para ser sem igual, para ser nossa, por puro medo?

Vá embora por não me querer, desista de mim por mim, mas não desista de nós por me comparar com ele. Porque eu não sou ele, menina.

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É impossível te esquecer

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Sabe, moço, achei que nunca mais seria capaz de escrever para você novamente. O simples fato de pensar em você ou de ouvir alguém falar o seu nome já causava tanta, mas tanta dor… mas percebi que não adiantava fugir. Onde quer que eu fosse, onde quer que eu vá, você sempre está junto, dentro de mim. E a dor também.

Você dizia me amar e eu acreditei nisso. Acreditei de verdade. Me entreguei de corpo e alma, cada célula do meu corpo era seu, moço. Fiz planos, sonhei, te ajudei de todas as formas que você me permitiu e ainda assim parece não ter sido suficiente para você. E eu nunca vou entender aquele dia. Você com ela durante o dia, exibindo ela para quem quisesse ver, para os seus e os meus amigos. Exibindo ela para mim. Mas então à noite você estava novamente na minha porta, gritando que me amava, pedindo perdão e me implorando uma nova chance. Chance que nem tive a escolha de decidir dar ou não. Você mesmo escolheu o seu caminho. Os nossos caminhos separados a partir de então.

Eu sofri. Sofri a cada notícia de que as coisas não estavam bem. Sofri cada vez que alguém me perguntava sobre você. Sofri a cada olhar de pena. Sofri ao tentar entender que amor era esse que machucava e fazia sofrer tanto. Sofri ao tentar te arrancar de mim e sofri ao entender que por mais que eu quisesse, por mais que eu queira, te esquecer é impossível.

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